Zürcher Nachrichten - COP29 aprova regras para mercados de carbono após sessão de abertura difícil

EUR -
AED 4.063694
AFN 79.033928
ALL 99.198583
AMD 431.6023
ANG 1.980614
AOA 1013.42554
ARS 1188.58635
AUD 1.809892
AWG 1.991448
AZN 1.953421
BAM 1.95718
BBD 2.228771
BDT 134.118788
BGN 1.957615
BHD 0.417034
BIF 3280.768242
BMD 1.10636
BND 1.47572
BOB 7.627342
BRL 6.340849
BSD 1.103778
BTN 94.169255
BWP 15.373629
BYN 3.612265
BYR 21684.654235
BZD 2.217213
CAD 1.570218
CDF 3178.572167
CHF 0.941208
CLF 0.027648
CLP 1060.943592
CNY 8.056015
CNH 8.063002
COP 4590.873637
CRC 558.381004
CUC 1.10636
CUP 29.318538
CVE 110.353265
CZK 25.140877
DJF 196.565901
DKK 7.461842
DOP 69.711347
DZD 147.531335
EGP 55.969974
ERN 16.595399
ETB 145.487687
FJD 2.561115
FKP 0.843801
GBP 0.849883
GEL 3.042273
GGP 0.843801
GHS 17.108983
GIP 0.843801
GMD 79.104359
GNF 9553.641376
GTQ 8.519005
GYD 230.931748
HKD 8.598795
HNL 28.241909
HRK 7.537406
HTG 144.428549
HUF 405.766383
IDR 18525.996692
ILS 4.127609
IMP 0.843801
INR 94.487064
IQD 1446.019347
IRR 46577.752395
ISK 144.734016
JEP 0.843801
JMD 174.088228
JOD 0.784301
JPY 160.6241
KES 142.864146
KGS 95.997523
KHR 4419.055226
KMF 498.476521
KPW 995.644387
KRW 1601.942798
KWD 0.340415
KYD 0.919836
KZT 559.651871
LAK 23908.529768
LBP 98902.572744
LKR 327.279231
LRD 220.76263
LSL 21.049038
LTL 3.266793
LVL 0.669226
LYD 5.339271
MAD 10.513609
MDL 19.504485
MGA 5118.492535
MKD 61.575364
MMK 2322.852778
MNT 3877.493507
MOP 8.836689
MRU 44.022426
MUR 49.797119
MVR 17.033327
MWK 1914.005996
MXN 22.524205
MYR 4.908874
MZN 70.707208
NAD 21.049038
NGN 1697.886047
NIO 40.618633
NOK 11.685141
NPR 150.672171
NZD 1.961405
OMR 0.425946
PAB 1.103863
PEN 4.056188
PGK 4.556645
PHP 63.324721
PKR 309.870738
PLN 4.261768
PYG 8849.518277
QAR 4.023864
RON 4.978838
RSD 117.173505
RUB 93.654223
RWF 1590.714158
SAR 4.152872
SBD 9.200856
SCR 15.825227
SDG 664.365383
SEK 10.983421
SGD 1.480852
SHP 0.869425
SLE 25.169846
SLL 23199.815329
SOS 630.836145
SRD 40.437974
STD 22899.416404
SVC 9.659726
SYP 14384.246358
SZL 21.056368
THB 37.814915
TJS 12.015116
TMT 3.87226
TND 3.380183
TOP 2.591202
TRY 42.055064
TTD 7.477102
TWD 36.528464
TZS 2959.512439
UAH 45.437142
UGX 4034.844296
USD 1.10636
UYU 46.69735
UZS 14262.505313
VES 77.623887
VND 28549.617476
VUV 136.75302
WST 3.124232
XAF 656.410826
XAG 0.035762
XAU 0.000357
XCD 2.989993
XDR 0.815992
XOF 656.48208
XPF 119.331742
YER 271.777041
ZAR 21.072185
ZMK 9958.574906
ZMW 30.603158
ZWL 356.24744
COP29 aprova regras para mercados de carbono após sessão de abertura difícil
COP29 aprova regras para mercados de carbono após sessão de abertura difícil / foto: Alexander Nemenov - AFP

COP29 aprova regras para mercados de carbono após sessão de abertura difícil

A COP29, conferência anual sobre as mudanças climáticas, teve início nesta segunda-feira (11) com a aprovação das regras para o mercado internacional de carbono, após uma longa e tensa sessão de negociações.

Tamanho do texto:

O objetivo principal da COP de Baku, capital do Azerbaijão, é a aprovação de um novo financiamento em favor dos países mais vulneráveis.

Menos de uma semana depois da ampla vitória eleitoral do republicano Donald Trump nos Estados Unidos, o ambiente diplomático em Baku é desconfortável, e a previsão é que poucos líderes participem da cúpula climática.

O tradicional encontro, sob os auspícios da ONU, se estende até 22 de novembro, enquanto o mundo caminha para bater mais um recorde de temperatura.

“Nos dirigimos para a ruína. E não se trata de problemas futuros. A mudança climática já está aqui”, alertou na abertura o presidente da COP29, o ministro de Meio Ambiente do Azerbaijão, Mujtar Babaiev. “Chegou o momento da verdade”, disse.

Após essa introdução, os quase 200 países presentes em Baku precisavam definir sua agenda de trabalho, mas as diferenças persistiram durante todo o dia, até o começo da noite.

Por fim, as nações aprovaram os temas que discutirão e também, pela primeira vez, as regras para os mercados internacionais de carbono, depois de quase uma década de debates.

As novas normas dizem respeito sobretudo aos países - especialmente os poluentes ricos -, que buscam compensar suas emissões comprando créditos de países que reduziram os gases de efeito estufa para além do que tinham prometido.

Os critérios adotados regulam a metodologia para calcular o número de créditos que um projeto determinado pode gerar, assim como o que acontece se o carbono armazenado se perde, por exemplo se a floresta que lhes servia de respaldo pega fogo.

- O fator Trump -

As regras para o mercado de carbono aguardavam aprovação desde o histórico Acordo de Paris de 2015, na COP21.

E é esse acordo, base de todas as negociações da última década, que os Estados Unidos podem abandonar em janeiro, quando Trump assumir o poder.

O republicano já o fez durante seu primeiro mandato presidencial (2017-2021), uma medida que Joe Biden imediatamente revogou ao substituí-lo.

"Quero dizer que, embora o governo federal dos Estados Unidos, sob Donald Trump, possa colocar a ação climática em segundo plano, o trabalho continuará, com paixão e compromisso", afirmou John Podesta, atual enviado especial para o clima do governo Biden.

- Meses de negociações -

A COP29 deve demonstrar que a cooperação global "não está em ponto morto", declarou Simon Stiell, chefe do organismo da ONU para o Clima.

Esta COP foi informalmente apelidada de "COP do financiamento" porque deve lidar com o tema essencial das ajudas que os países que mais contribuem para o problema devem fornecer às nações mais afetadas.

Por meses, quase 200 países signatários do Acordo de Paris têm negociado um rascunho de pacto para estabelecer um novo valor de ajuda.

Em 2009, na COP15 em Copenhague, foi acordado que os países industrializados disponibilizariam 100 bilhões de dólares anuais, em ajuda direta ou empréstimos multilaterais.

- Transição -

Esse valor foi atingido com dois anos de atraso, em 2022, e agora os especialistas afirmam que é necessária uma quantia dez vezes maior.

Essa ajuda deve servir tanto para mitigar as emissões de gases de efeito estufa, especialmente por meio de uma grande reconversão energética mundial, quanto para adaptação, como por exemplo a construção de diques e a adequação de lares a temperaturas extremas.

Uma região como a América Latina emite menos de 10% dos gases de efeito estufa, mas é uma das que mais sofre os impactos do aquecimento global.

O financiamento da luta climática não é "caridade", mas "do interesse de todos", enfatizou Stiell, que pediu um acordo "ambicioso".

Agora, a União Europeia e os Estados Unidos, entre outros, querem que Pequim assuma parte do custo, o que se mostra desafiador.

A China, o maior emissor de gases, possui sua própria agenda de ajuda climática. Além disso, domina grandes setores da reconversão energética, como os metais raros.

W.F.Portman--NZN